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domingo, 19 de junho de 2016

Violência em troca das violências


Crédito: Luiz Fernando Gonzaga
Imagem meramente ilustrativa

Faminto, carente e sem orientações. Era assim que o menino Ítalo, 10 anos, morto por policiais no início deste mês, vivia em uma comunidade no Rio de Janeiro (RJ). O caso deixou o país em reflexão. Até onde a família ou a falta dela contribui para o aumento da violência em grandes cidades? Quantos Ítalos estão sendo gestacionados por nossa sociedade? Por que pessoas despreparadas psicologicamente insistem na reprodução, com tantos meios de evitar a gravidez?

 O que me assusta é que essas crianças, crescidas em meio a conturbações dos pais, têm visto ser confiscado a principal fase da vida, a infância. Pois é esse momento que elas adquirem valores, sentimentos e até traumas que impregnam por toda a vivência.

Sem o direito de aprender, conhecer, se alimentar adequadamente e de provar o dito "lado bom", crianças vão se tornando donas de si num mundo onde a dor, lágrimas e exclusão viram os principais inimigos dessas pessoas que, muitas vezes, nem chegam a conhecer a vida adulta, como ocorreu com o menino Ítalo.

Na infância perdida, os pais repassam suas obrigações e responsabilidades aos pequenos que abrem a geladeira e só encontram cebola e água; abrem a panela nenhuma comida que atenda suas vontades, isso quando têm. Esses mesmos pequenos são os que para adquirir um lanche acabam usando a violência em troca das violências diárias que recebem.

Em depoimento, amigo de Ítalo disse ao Programa Record Investigação, que semana passada tratou do caso, o amigo fazia pipas para ele, compartilhando, humildemente, o brinquedo e a diversão. Já a mãe disse que a criança, mesmo com toda a sua imaturidade, garantiu que compraria uma casa melhor e com 'comida' a ela.

Nos assustamos, julgamos e nos questionamos como crianças são capazes de grandes atrocidades. Mas como ser cobrado valores e boas ações de quem só ver o mundo de oportunidades virar lhes as costas? Como cobrar de alguém foi impedido de ter uma vida digna? Infelizmente, a lei dos homens roubou a vida desse menino. Quantas vidas ainda serão perdidas?











sexta-feira, 17 de junho de 2016

Vão se os artistas, mas as obras ficam

Imagem de Matheus Nunes

O mundo está de luto com a perda de mais um integrante do elenco Chaves. Inclusive, eu, que me considero uma fã Nº 1. Hoje, infelizmente, foi anunciada a partida do Rubén Aguirre Fuentes, famoso por interpretar o Professor Girafales ou Professor Linguiça. Com essa perda, faltam apenas três.

Apesar disso, a obra clássica televisiva que ganhou quadrinhos e até desenhos animados, se mantém viva em nossas mentes. Cada piada, cada personagem e lições de moral, com certeza, foram assimiladas por um grande público, de gerações e nações diferentes.

Lembro-me na infância, que apesar de poucos brinquedos, foi a MELHOR fase da minha vida e o programa Chaves ajudou a enfeitar todo esse momento. Na hora do Chaves, eu e meus irmãos seis irmãos buscávamos a melhor cadeira e posição voltado para a TV e só saíamos quando tínhamos a certeza de que a série havia chegado ao fim.

Não dava para escolher o personagem preferido. Todos eram especiais e essenciais para a trama. Isso é que considero o barato de tudo. Destacar todos os personagens ao mesmo tempo, valorizando as características de cada um. Roberto Bolãnos fez com maestria, digno de William Shakespeare da contemporaneidade.

Só tenho uma coisinha a declarar: MUITO OBRIGADA!