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| Foi uma ótima experiência fazer a cobertura do Corso 2015. Apesar do cansaço, sorriso no rosto pelo prazer |
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| Observando o movimento do Corso 2015 em cima da famosa Ponte Estaiada |
Fonte: Jornal Meio Norte
Repórter: Márcia Gabriele
Pré- Carnaval
Corso de Teresina reúne mais de 200 mil foliões
O Corso de Teresina, ocorrido neste último sábado, 7, foi , de fato , uma festa democrática, em que a Avenida Raul Lopes, situada na zona leste da capital, foi palco para o show de muita animação e alegria que deram os teresinenses, de todas as classes sociais, de todas as raças e de todas as idades, inclusive fantasiados das mais variadas formas, traziam em cena, personagens que vão desde a Literatura, a Histórias em Quadrinhos e até de desenhos animados ou seriados televisivos.
O público foi chegando, em torno das 16h, já em clima de festa e, devidamente, fantasiado. Após uma hora e meia do início do evento, já se contabilizavam mais de 30 mil foliões. Com o início da noite, em torno das 18h30, a quantidade de pessoas aumentou, consideravelmente, passando a somar mais de 200 mil foliões.
De acordo com o Coronel Sá Junior da Polícia Militar, houve um aumento considerável de público, do início a metade do desfile, em que atingiu a estimativa de 200 mil pessoas e garante que tanto a Raul Lopes quanto aos pontos que davam acesso ao local estavam sendo monitorados.
“No início do Corso, para a metade da noite, na Raul Lopes, o público passou de 30 mil para 200 mil pessoas. Acreditamos que esse é o número limite, porque com o anoitecer, a tendência é diminuir. Não tivemos nenhuma ocorrência grave. Temos policiamento dentro e fora da avenida central do evento”, garante o Coronel Sá Junior.
Sá Junior ressalta que pelo decorrer do desfile, foi possível observar a disponibilidade do público em se divertir, mas, no entanto, a equipe estava posta para caso de qualquer eventualidade.
“Pelo que observamos as pessoas foram mesmo para se divertir e compreenderam que o Carnaval é sinônimo de alegria. Em caso de qualquer eventualidade, estávamos prontos para agir. Mas não foi necessário, o evento foi na medida do possível, tranquilo. Fizemos nosso trabalho até às três horas da manhã”, destaca o Coronel da Polícia Militar.
Quanto ao caso divulgado a respeito do assassinato do jovem de 25 anos, Gerson Francisco, que foi atingido com um tiro na virilha, por alguém até agora não identificado. O Coronel Márcio Oliveira, explica que o fato não ocorreu no espaço do Corso, e sim no Conjunto Primavera, em que jovem, por volta das 20h33 praticava assalto e foi alvejado com um tiro.
“O Corso, podemos dizer que foi tranquilo. O assassinato de Gerson Francisco ocorreu fora do espaço do Corso, exatamente, no Conjunto Primavera, este que é dependente químico e já tinha registros na delegacia por diversos furtos, no momento estava praticando um assalto, chegou a levar um celular e foi surpreendido com um tiro na virilha, chegou a ser levado ao Hospital, aonde veio a óbito, devido a uma hemorragia”, explica o Coronel Márcio Oliveira.
O Quartel do Comando Geral disponibilizou 800 policiais, 400 fizeram a segurança do evento do início até a metade e que foram substituídos por mais 400, que fizeram a guarda da metade ao final do desfile. E ainda, havia monitoramento com seis câmeras de segurança, quatro na Raul Lopes e duas na Ponte Estaiada.
Do antigo ao atual
Corso de Teresina foi espaço de muita criatividade
Foram ao total 182 caminhões inscritos para desfilar na Raul Lopes, que neste sábado, 7, se transformou na passarela da alegria, apesar de nem todos terem conseguido passar pela avenida, por motivos de desistência, os que se fizeram presentes garantiram a animação do público teresinense.
O desfile que iniciou com a passagem dos três carros que traziam, consequentemente, os três casais de reis e rainhas do Carnaval, o primeiro casal foi o rei e a rainha do Carnaval 2015, o segundo o rei e rainha da 3ª idade e o terceiro casal, foi o Rei e Rainha da Acessibilidade.
Eram caminhões de variadas temáticas, o que abriu o desfile foi o caminhão da acessibilidade com o tema “Heróis da Superação” e o segundo foi “Corso Diplomado” da faculdade Maurício de Nassau. Os demais traziam também muita alegria e criatividade dentre eles estavam “Papooca Doido”, “Mistério da Índia”, “Os Caça- Fantasmas” e “Hollywood Dublês”.
E ainda passaram pela Raul Lopes os caminhões “Oceano e seus encantos”, este feito na maior parte de copos descartáveis e esponjas, trouxe elementos do fundo do mar, como o polvo, peixes estrela do mar e até sereias, e o caminhão “Petrolão” que apresentou uma das maiores polêmicas da atualidade, fez alusão ao escândalo da Petrobrás.
Houve caminhões que fizeram homenagens, um deles foi o “Buzão do Forró” homenageou o jovem Isac do Acordeon natural do município de União, e também que ganhou homenagens foram: o brasileiro Chico Anysio e o mexicano Roberto Gómez Bolãnos, o Chaves, com o caminhão “Alegria e saudades que ficou”. Humoristas que apesar de falecidos, estão imortalizados na mente dos brasileiros.
A homenagem ao Chaves, não ficou restrita ao caminhão, foi possível encontrar vários Chaves e de diversas idades pela Raul Lopes. Dentre eles estava o pequeno José Virgílio, de apenas um ano e cinco meses e filho de Eliziane Barroso que se fantasiou de Chiquinha e de Geraldo Motta, de Nhonho.
“Decidimos trazer o Chaves para o Corso, em homenagem ao falecimento dele. Porque esse personagem é tão querido por todos nós e que fez parte da nossa infância. E hoje, faz parte da história de nosso filho”, revela Eliziane Barroso.
As fantasias dos demais foliões faziam homenagens diversas, trouxeram para avenida princesas e vilões. Como é o caso de Larisse Neves, cantora, que apesar de atualmente morar em São Paulo, faz questão de, todo ano, fazer sua fantasia e participar do Corso.
“Eu passo um ano pensando em qual fantasia usar no Corso, para começar a produzir. Porque cada detalhe da minha fantasia sou eu mesmo quem faz. Comecei a fazê-la antes do Natal para ficar do jeito que eu quis. Apesar de atualmente, morar em São Paulo, sou apaixonada pelo meu estado e pelo evento”, confessa Larisse Neves que ano passado se fantasiou de cigana.
Já Zumira Fejó, moradora do Bairro Buenos Aires, zona norte da capital, que foi pega fazendo uns ajustes em seu visual, tem a tradição de combinar a fantasia com o esposo.
“Já é nosso quarto Corso e todo ano combinamos nossas fantasias. Este ano, Meu marido decidiu vir de Drácula e eu vim de Dracona. Estou fazendo uns ajustes aqui no meu cabelo e maquiagem, por com este calor, já se foi e a Dracona precisa estar bem na avenida”, destaca Zumira Fejó.
Mas como a fantasia não é o elemento obrigatório para participar do Corso, e sim a alegria, há quem foi apenas para ver o movimento, como fez o estudante de enfermagem, Francisco Frazão, que para lhe fazer companhia levou o cachorro de estimação, Charles, de apenas dois anos.
“Já é a segunda vez que trago o Charles, ele apesar de dócil, é bastante elétrico, adora estar circulando e vendo o movimento. Não quer saber de braço, quer desfilar por ele mesmo e ainda está procurando uma namorada”, revela Francisco Frazão, que deu o nome de Charles ao seu cachorro, em homenagem ao Príncipe Charles.
Super -heróis invadem o Corso 2015
Dentre as fantasias mais vistas, estava a de super- heróis, a equipe do Jornal Meio Norte conversou com alguns foliões para saber o porquê da escolha.
Eduardo Marques, professor, que vem para o Corso pela terceira vez, confessa ter escolhido a fantasia de Lanterna Verde pela beleza. “Escolhi a fantasia de Lanterna Verde, por chamar bastante atenção e por ser muito bonita. Tem que caprichar, porque o Corso para mim é o Carnaval de Teresina, é o principal evento, pelo menos em termos de quantidade e qualidade”, explica Eduardo Marques.
Já Selmara Pereira, fazia parte do grupo que usavam a camisa com o símbolo do Superman, e afirma que essa foi iniciativa de um grupo de amigos do WhatApp, que contem mais de 20 pessoas.
“A ideia veio de um grupo de amigos no WhatApp, os “Seguidores de Jussara”, que ao longo dos dias, decidimos em conjunto, a se fantasiar de Superamigos, fazendo referência ao Superman”, explica.
Os amigos Chico Borges e Mailson Chaves foram uns dos foliões, que também vestiram a camisa de super- heróis para cair na Avenida Raul Lopes. Chico Lopes, que é ator, se fantasiou de Jack Sparrow, interpretado por Johnny Depp, no filme “Piratas do Caribe”, garante que vale a pena se fantasiar e participar do Corso.
“Vale muito a pena se fantasiar e vir para o Corso, que é uma festa que veio para ficar. Eu vejo que todo mundo ganha, o comércio tanto de aluguel quanto o de barraquinhas de lanches e bebidas durante a festa. E ainda movimenta a cidade, vem gente de fora só para participar”, afirma Chico Borges.
E no caso de Mailson Chaves, advogado, decidiu se fantasiar de Thor, por se identificar com o personagem e confessa que a cada ano, o Corso está melhor.
“Eu sou baiano, há três anos venho fico em Teresina e participo do Corso. Cada vez que passa, está melhor! Acredito que seja a organização e animação”, elogia o baiano.