Certo dia ouvi dizer que cada pessoa é única. Cada um tem
manias esquisitas, tem maneiras de sorrir, jogar o cabelo, chorar, gesticular e
até a forma de iniciar uma conversa. Mas é só haver atritos entre pessoas para
enquadrar o ser, antes único, no geral.
Este é um local que
muitos não gostariam de ficar e alguns até gostam da ideia. Comparo esse geral
a um baú, cheios de passados, com alegrias mas muitas tristezas e até amarguras.
Quando se é colocado no
geral, cai por terra aqueles elogios emitidos, um tanto que pretensiosos,
fazendo tudo desmoronar.
Seja um homem, seja uma
mulher... Todos são capazes de assumir a patente de General para comandar a
tropa conforme a sua marcha. No entanto, há a busca incessante por aquele (a)
que marcha melhor.
E mesmo a melhor marcha,
diante de algum tropeço ou fraqueza, perde todo o valor ganho anteriormente,
adentrando assim na fila do geral.
Um dos problemas da
humanidade é generalizar falhas. Mas não somos únicos?
Somos, na realidade,
eternos devedores de dívidas alheias. Faturas não pagas, deixadas há anos na
gaveta por um certo caloteiro, que partiu sem satisfação.
Somos enaltecidos e
depreciados, na mesma velocidade.
Somos militantes adeptos
da democracia, mas não vemos a hora de nos sobressair dos demais.
Queremos a verdade, mas
que essa verdade seja, de preferência, a nossa.
Queremos ouvir, mas que
essa voz essa as palavras que queremos dizer.
E é numa espécie de
exército, marchando ao nosso bel prazer, que ficamos satisfeitos.
Afinal, somos ou não
únicos? Podemos expor esse diferencial? Estamos mesmo dispostos a enxergar o
novo no outro?
Ainda tenho minhas dúvidas!
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